Não, o amor não é exclusivo da Primavera
Diamante incrustado no coração do homem
Ele é raiz que frutifica
Ganha forma e amadurece
Feito almejada quimera.
Não, o amor é também Outono
Encetando suavemente
Um tempo nobre da vida
Da nossa alma se faz dono
Saudade viva, mas mordomo
Esmeralda apetecida.
Olema
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
UM OLHAR
O olhar às vezes queima
E queima tanto que por vezes cega
Sobretudo quando ele é belo e me foca a alma
O olhar pode ser um inefável momento
De um apreço sem limites se olhamos a pessoa amada
Do feitiço que é olhar as estrelas
O esplendor da natureza
Os olhos são sempre coisa de encantamento
Não sei que força os dita, mas misteriosa força
Não concebo a sua ausência
Ditosos, dadiva que são do Criador
Sinto-o em mim, sinto-o no olhar do outro
Que só podem ser objecto de um amor sem preço
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
MÃE (Dedicatória)
És o meu anjo da guarda
Quem me orienta o caminho
Quem está sempre na retaguarda
Acolhendo-me no ninho
És mais do que amiga
És amor
Um que de tão grande não cabe
Num poema seja de quem for
Por isso o papel é curto
E a inspiração escassa
Para te escrever o que sinto
Quando a tua ausência por mim passa
Não deixes nunca de estar
Por muito que te desiluda
Tenta sempre perdoar
E nunca te quedes muda
Tuas sábias palavras
São sempre meu melhor alento
Evitam as minhas lágrimas
E servem-me como unguento
Quem me orienta o caminho
Quem está sempre na retaguarda
Acolhendo-me no ninho
És mais do que amiga
És amor
Um que de tão grande não cabe
Num poema seja de quem for
Por isso o papel é curto
E a inspiração escassa
Para te escrever o que sinto
Quando a tua ausência por mim passa
Não deixes nunca de estar
Por muito que te desiluda
Tenta sempre perdoar
E nunca te quedes muda
Tuas sábias palavras
São sempre meu melhor alento
Evitam as minhas lágrimas
E servem-me como unguento
Ilia Mar
Como pessoa/destino deste poema sinto-me naturalmente lisonjeada e orgulhosa da sua autora.
Só desejo corresponder sempre ao amor que ele deixa transparecer.
Só desejo corresponder sempre ao amor que ele deixa transparecer.
Olema
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
ESPERANÇOSA LUZ
Pela estrada da vida persigo o meu caminho
Contornando escolhos, determinada eu vou
Pela estrada da vida
Por vereda agreste se esvai o meu caminhar
Uma que outra rosa, eventual mimosa
Tudo o que de belo se me oferece encontrar
Pela estrada da vida eu vou
Agreste bastante a exigir de mim alento
Despida de temores de amarguras despojada
Pelo meu caminho cabeça erguida eu vou
Pesado é o fardo que em mim carrego
Vai já longa a jornada do meu cansado andar
Mas alternativa não tenho e prosseguir minha rota
É tudo o que da minha sina me cabe esperar
Diviso ao longe luzente estrela
Que de esperança me fala o seu tremular
Tenho fé nesse astro, que me fala de luz
Murmurando-me serena: - sabe esperar
Adensa-se a esperança que me trás essa estrela
Mal sinto os meus passos, leve o meu caminhar
Sinto que escrito está no meu destino
Finalmente a dor de mim se arredar
Olema
27/06/2009
Contornando escolhos, determinada eu vou
Pela estrada da vida
Por vereda agreste se esvai o meu caminhar
Uma que outra rosa, eventual mimosa
Tudo o que de belo se me oferece encontrar
Pela estrada da vida eu vou
Agreste bastante a exigir de mim alento
Despida de temores de amarguras despojada
Pelo meu caminho cabeça erguida eu vou
Pesado é o fardo que em mim carrego
Vai já longa a jornada do meu cansado andar
Mas alternativa não tenho e prosseguir minha rota
É tudo o que da minha sina me cabe esperar
Diviso ao longe luzente estrela
Que de esperança me fala o seu tremular
Tenho fé nesse astro, que me fala de luz
Murmurando-me serena: - sabe esperar
Adensa-se a esperança que me trás essa estrela
Mal sinto os meus passos, leve o meu caminhar
Sinto que escrito está no meu destino
Finalmente a dor de mim se arredar
Olema
27/06/2009
IMPERATIVO DO SONHO
Ah como é bom sonhar
Seja o sono desperto ou dormente
Como é bom deambular
No mundo que nos faz plena a mente.
Sonhar com o ser amado
Com aquele de quem perdi o rasto
Mas que ainda que feito ser alado
Não lhe perderei nunca a rédea
Mas quando o sonho se torna desperto
E do sonho se faz vivência
Sopra-me ser feliz mais perto
Porque mais cerca de mim a essência.
Mas perdida no mundo sem sonho
Esquecida para trás a esperança
Perdida no caminho a lança
De quem almeja o ente amado
Ah quanta sede vai em mim
Da minha perseguição tenaz
Com ânsias de reencontro
Só esse fazedor de paz
Que paz é o que eu almejo
Feita de amor e ternura
De lucidez e formosura
Tudo o que de belo cotejo
Olema
22/06/2009
Seja o sono desperto ou dormente
Como é bom deambular
No mundo que nos faz plena a mente.
Sonhar com o ser amado
Com aquele de quem perdi o rasto
Mas que ainda que feito ser alado
Não lhe perderei nunca a rédea
Mas quando o sonho se torna desperto
E do sonho se faz vivência
Sopra-me ser feliz mais perto
Porque mais cerca de mim a essência.
Mas perdida no mundo sem sonho
Esquecida para trás a esperança
Perdida no caminho a lança
De quem almeja o ente amado
Ah quanta sede vai em mim
Da minha perseguição tenaz
Com ânsias de reencontro
Só esse fazedor de paz
Que paz é o que eu almejo
Feita de amor e ternura
De lucidez e formosura
Tudo o que de belo cotejo
Olema
22/06/2009
QUANDO A TERNURA ACONTECE
Tenho para mim que a vida é uma alternância de horas boas e outras menos boas. A semana que acaba de decorrer foi um amontoado de boas horas, por várias razões.
Num instante, num lapso de tempo que o próprio tempo engole a voadora maquina transpõe oceanos sobrevoando ignotas paragens e num instante venceu distâncias e logrou chegar às terras de origem. No seu seio ela traz metade da pessoa que eu sou, essa metade que as circunstâncias arremessaram para longe amantíssima filha que regressa ao original colo de uma mãe saudosa de a abraçar fazendo-a sentir-se parte de si mesma. Senti-me inteira e apertamo-nos num abraço de fazer doer.
São dias de ternura, saudoso aconchego, mutua leitura nos olhares de cada uma. A riqueza de sentirem recíproca presença, de tal modo as envolve que não acreditam ainda na realidade concreta. Como que acordam e agora sim, tomam consciência plena da sua física e espiritual proximidade.
Assim uma vez mais senti na vida a riqueza da presença daqueles a quem amamos. Do significado que temos uns para com os outros, do preço sem preço que tem a família e da extraordinária consciência que temos desse valor quando aqueles a quem mais queremos estão longe.
Olema
18/06/2009
Num instante, num lapso de tempo que o próprio tempo engole a voadora maquina transpõe oceanos sobrevoando ignotas paragens e num instante venceu distâncias e logrou chegar às terras de origem. No seu seio ela traz metade da pessoa que eu sou, essa metade que as circunstâncias arremessaram para longe amantíssima filha que regressa ao original colo de uma mãe saudosa de a abraçar fazendo-a sentir-se parte de si mesma. Senti-me inteira e apertamo-nos num abraço de fazer doer.
São dias de ternura, saudoso aconchego, mutua leitura nos olhares de cada uma. A riqueza de sentirem recíproca presença, de tal modo as envolve que não acreditam ainda na realidade concreta. Como que acordam e agora sim, tomam consciência plena da sua física e espiritual proximidade.
Assim uma vez mais senti na vida a riqueza da presença daqueles a quem amamos. Do significado que temos uns para com os outros, do preço sem preço que tem a família e da extraordinária consciência que temos desse valor quando aqueles a quem mais queremos estão longe.
Olema
18/06/2009
A NOITE
Sim, como é bela a noite
Como está escura mas de encantar
Com a lua discreta a espreitar
Por detrás de desfiladeiros e vales
Inspirando subtil enlevo
Quando a lua nos faz sonhar
O belo da vida perscrutar
Por detrás das estrelas entrever
Alguém a quem amar
Sim, como é bela a noite
Pelo mistério que oculta
Pelo que de humano exulta
Apesar do louco mundo
A quem serve seus encantos
Esse mundo agreste assim
Com quem esbanjas quimeras
Em tua pródiga dádiva
A luz das tuas estrelas
Ajardinando o infinito céu
Faz de ti edénica promessa.
Ah como a noite é bela!
Olema
13/06/2009
Como está escura mas de encantar
Com a lua discreta a espreitar
Por detrás de desfiladeiros e vales
Inspirando subtil enlevo
Quando a lua nos faz sonhar
O belo da vida perscrutar
Por detrás das estrelas entrever
Alguém a quem amar
Sim, como é bela a noite
Pelo mistério que oculta
Pelo que de humano exulta
Apesar do louco mundo
A quem serve seus encantos
Esse mundo agreste assim
Com quem esbanjas quimeras
Em tua pródiga dádiva
A luz das tuas estrelas
Ajardinando o infinito céu
Faz de ti edénica promessa.
Ah como a noite é bela!
Olema
13/06/2009
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